- A casa ficou belíssima! Merecemos uma música! – disse Vanir de braços cruzados frente a casa, agora reformada.
Oliver o olhou com o canto dos olhos, reprovando a atitude do elfo, provavelmente pensando que enquanto todos trabalhavam, Vanir estava “compondo”, aliás, desde se iniciou a reforma da casa. A habilidade de escapar de tarefas físicas era uma característica do bardo, que ficou evidente nestas últimas luas.
Apesar das diferenças, todos se tornaram grandes amigos, até mesmo Oliver e Vanir. A proximidade da morte (de ambos) talvez tenha fortalecido este elo.
Enquanto substituíam o piso de madeira do sótão, que o anão Vogan havia quebrado, Jacques foi até um bosque próximo para buscar lenha para assar um bom coelho que Oliver havia abatido pela manhã.
Jacques voltava do bosque cantarolando uma música, que aprendera com Arnolfo em sua infância. Quando se aproximou da casa parou com a cantoria, e observou uma pequena criatura alada entrando pela janela. Largou as toras de madeira e correu em direção à porta.
Enquanto Oliver, Vanir e Vogan, discutiam se deviam ou não deixar uma portinhola para a caverna no subterrâneo da casa, Turim notou algo estranho. O mago evocou uma magia de luz e viu uma pequena criatura alada, sobrevoando o cômodo. Vanir rapidamente sacou seu arco e apontou para a criatura-morcego, disparou e errou o alvo. Apesar de não o ter acertado, o disparo do florestal foi suficiente para assustar o alado, que saiu pelo mesmo lugar que entrou.
E não retornou pelo resto do dia.
Durante a noite, todos sonharam, com um eclipse rubro.