domingo, setembro 10, 2006

Diário de Campanha - Ilha dos Corvos

Após curarem os ferimentos da última aventura, os heróis encontram-se hospedados (ainda) na residência de Rosiem (filha de Arnolfo).
Vanir recebe uma carta, destinada ao grupo:

Senhores Cavalheiros,

Sinto-lhes informar que um grande admirador de suas façanhas faleceu recentemente.
Meu póstumo cliente, por não possuir descendentes, deixa seus bens para os senhores em recompensa a seu grande heroísmo.
Dentre os bens está uma casa de dois andares e um terreno de aproximadamente quatrocentos metros quadrados.
Cuja localização encontra-se no mapa no verso desta carta.
No entanto, pedimos aos senhores que sejam breves, pois a casa será leiloada em sete dias em virtude das dívidas de duas moedas de ouro e sete moedas de prata em impostos reais.

Senhor Druvaldi Montesinos,
Testamenteiro Juramentado de Cambu
A localização da casa é no reino de Filanti, na cidade de Litória. Por terra é impossível chegar antes de 7 dias, a alternativa é cruzar o Lago Denégrio.
Os heróis vão em direção ao porto de Tória, onde, procuram um barco de transporte, o único disponível é o "Gaivota Azul", ao preço de 1 moeda de ouro por pessoa. Oliver consegue barganhar com o capitão Guilfo, e os personagem pagam 1 moeda de ouro a cada duas pessoa.
Ao final do primeiro dia, Vogan percebe algo no horizonte, logo depois o barco é atingido por uma bola de metal gigantesca. Em seguida diversos ganchos são lançados em direção ao navio e piratas invadem o convés. A batalha é vencida, e os piratas se mostram desordenados. Jacques, Vanir e Turin, invadem o navio pirata, há diversos cadáveres mortos por enforcamento. Na cabine do capitão está o corpo do mesmo, apunhalado pelas costas. Turin supõe que houve um motim. Jacques tenta abrir um baú na cabine do capitão, e uma armadilha é disparada uma borifada de gás esverdeado é lançado em seu rosto. Jacques cai desarcodado. Há 20 moedas de prata e 300 moedas de cobre no baú. O capitão verifica o estado de Jacques, e diz estar sob efeito de um poderoso veneno paralisante, Jacques ficará de 3 à 5 dias desarcodado.
No próximo dia devido à grande tempestade, o número de feridos, e o conserto do navio, o capitão decide pernoitar na Ilha dos Corvos, o capitão conta a seguinte história à Vanir:
- A ilha possuía uma baía na qual se situava a Vila dos Corvos. Nos seus melhores dias, uma fortificação de vigia foi vital para a segurança dos navios piratas que lá ficavam. Quando armadas intrusas se aproximavam, era a fortificação de vigia, com seu grande sino, que alertava os piratas, trazendo a segurança da baía.
- Mas um dia, um infortúnio aconteceu. Em uma noite sem lua, a pessoa encarregada de vigiar a baía cometeu um grande erro: Iniciou seu turno após uma grande festa, mas estava tão bêbado que durante a noite não notou que uma armada inimiga se aproximava Sem o grande sino para alertá-los, a Ilha dos Corvos foi atacada e destruída.
- A ilha era comandada por 3 irmãos e um deles era um Sacerdote de Ganis. Antes de morrer ele lançou uma maldição sobre o local dizendo que um dia os piratas iriam se vingar.
O grupo fica em uma caverna para passar a noite, junto com o capitão e 3 marinheiros. Vogan percebe algo vindo da praia, é uma imensa serpente marinha. Oliver parece estranho, sai do combate e abre uma passagem secreta no interior da caverna. Após derrotar a serpente ela some instantâneamente.
Vanir, Turin e Vogan, começam a busca por Oliver, e descobrem uma fortaleza abandonada na ilha, um suposto refúgio pirata. Os personagens descobrem que haviam três irmãos na fortaleza, um era o barão (Martingram), outro um sacerdote de Ganis (Ildrim) e um terceiro era um feiticeiro (Cardigam). Após resolver uma série de enigmas e pistas dentro da fortaleza, os personagens descobrem que Oliver estava possuído pelo espírito de Damiel (o vigia acusado injustamente de tocar o sino). Após a possessão Oliver cai desacordado, o verdadeiro traidor (Cardigam) é revelado, e uma horda de esqueletos o leva para o mar.
O espírito deixa uma chave com os personagens, os personagens levam até a sala do espelho, e revela uma sala secreta com o espírito de Ildrim (o sacerdote de Ganis), ele conta a história aos jogadores:

-Gostaria de contar-lhes uma história.
O homem folheia seu livro sobre seus joelhos e diz:
- Aqui! Achei! A história da Ilha dos Corvos! Há muito tempo atrás a ilha era o lar de um barão pirata chamado Martingram. Era uma ilha muito fortificada, e no alto havia um castelo que ficava encarrapitado numa montanha, era impossível se aproximar da ilha sem ser visto e existia uma grande artilharia que defendia a ilha.
- Houve um ataque que pegou todos os piratas de surpresas. Todos morreram...
- A culpa recaiu sobre um pobre vigia, acusado de dormir em serviço, chamado Damiel. Uma maldição foi feita. O destino de todos estava selado. “Que os piratas persigam os culpados do ataque para toda a eternidade! E que suas almas não descansem em paz!” disseram os homens do mar numa única voz...
O homem fecha seu livro e lágrimas correm de seus olhos, ele diz a vocês:
- No entanto o culpado foi meu jovem irmão Cardigam, que se apaixonou pela mais bela Meio-Elfa, mas que acabou desposando Martingram...
- Por vingança ele fez um acordo pelo qual permitia que o a ilha fosse atacada para ficar com sua amada. Ele contatou o reino vizinho e na noite do ataque ele escondeu o badalo do sino para que a culpa caísse sobre o pobre Damiel. Mas o plano saiu errado e a amada acabou morta junto com o barão. Todos foram mortos e ele suicidou-se.
- Mesmo que vocês não tenham percebido, vocês quebraram a maldição, pois somente quando o verdadeiro culpado fosse encontrado é que as almas de todos iriam descansar...
- Ganis agradece vocês por sua dedicação...
Dizendo estas palavras sua etérea imagem se desfaz.
Depois Vogan encaixa as três chaves, simultâneamente no espelho mágico, e é revelada uma sala com um cetro, Turin pega o cetro, e escuta o barulho do mar.
A viagem segue tranquilamente, os personagens chegam até Litória no exato momento do leilão. Vanir entrega a carta e é pago os impostos devidos.
Enquanto examina a casa, Vogan pisa em madeiras podres no porão da casa, e vai parar numa caverna subterrânea. Vogan chama os demais heróis. Há dois corpos com teias de aranhas. Duas aranhas gigantes caem do teto e atacam os heróis. Turin observa uma espada no fundo da caverna. Ao pegar a espada Turin escuta as seguintes palavras:

- Meu nome é Aristarco, sou uma espada mágica. Diversas runas me conferem poderes especiais. Eu possuo a missão de eliminar um mago, inimigo mortal de meu criador, e não descansarei enquanto este estiver vivo. Estava com meu último dono quando este foi encurralado pelas aranhas e teve que cuidar de seu irmão que agonizava, vítima de várias picadas. Meus poderes mágicos lhes ajudarão a derrotar os seus inimigos.