segunda-feira, março 13, 2006

Vanir, O Sábio

Vanir, O Sábio


Descrição

Vanir é um elfo florestal, cujo cabelo liso está sempre com grandes tranças. Seus olhos negros transmitem tudo o que sente. Sua estatura baixa não exibe a grandiosidade de sua personalidade e sua eterna capacidade de adquirir novos conhecimentos.
Sua qualidade mais marcante é a honestidade, que ele faz questão de demonstrar. Gosta de um bom vinho (na medida certa).

História

Vanir nasceu na floresta de Melgundi há 130 anos e ficou famoso pelo seu grande carisma e pela sua capacidade de contar histórias enquanto toca sua flauta com grande intimidade. Já viajou muito, principalmente pelo fato de seu pai ter sido um conhecido comerciante, que de vila em vila vendia suas especiarias. Isso lhe concedeu grande conhecimento cultural e lhe proporcionou a habilidade de falar várias línguas com certa facilidade.
Após a morte de seu pai, Vanir continuou a seguir pelas cidades, mas não mais como vendedor e sim como músico, cantando a história dos vários povos e as poesias inventadas por ele mesmo, como esta, sem dúvida nenhuma sua poesia mais aplaudida, chamada “O Anoitecer de uma Grande Vitória”:

“Quando as ninfas da Inspiração brindaram com a Senhora Sabedoria a seiva do conhecimento, por terra jubilou-se o tilintar doce da mais bela das uniões. O vento soprou com toda a sua força e a brisa molhou os lábios dos que louvaram o surgimento de uma luz prateada em seus horizontes.
O brilho argênteo mostrou nas trevas o infinito e a esperança, concebendo no coração do Universo um povo guardião da chama vital do Conhecimento.
‘Alegria, é tempo de renascer e renovar’, disseram os bardos em pleno regozijo às estrelas, ‘Brilhem, donzelas do firmamento, pois na luz prateada surgem os que brandirão a espada da sabedoria’”.

Ao longo desses oitenta anos, Vanir ganhou prestígio e a fama de Sábio em grande parte da região, e sua pesquisa sobre as culturas locais não pára, pois no seu entender é necessário ter cada vez mais informações sobre os povos para adicionar em suas músicas e em suas poesias.

Cronologia (por tempo de vida):
0 – Nasceu em uma floresta ao norte de Melgundi.
10 – Começou a viajar por Tagmar com seu pai, o Elfo Magir.
11 – Conheceu Calco e sua família real.
14 – Conheceu o litoral de Calco (Saravossa, Bassani, Molocai, etc).
15 – Conheceu Abrasil, e lá tocou para sua primeira platéia.
30 – Viajou pelos Entremundos, onde seu pai comprou várias especiarias, e ele pode conhecer um pouco das ilhas independentes.
50 – Morre seu pai, e Vanir continua por mais cinco anos a vender suas mercadorias, mas agora somente por Calco.
55 – Vanir deixa de ser mercador devido a grande paixão que adquiriu pela música e começa a rodear Calco, pesquisando a cultura local.
80 – Devido ao vasto conhecimento adquirido por ele, Vanir começa a ser conhecido como "O Sábio".
90 – Vanir escreve sua primeira grande obra "Floresta dos Elfos".
93 – São escritas as quatro últimas obras de Vanir.
100 – Sua fama cresce de uma maneira espantosa e Vanir se apresenta em todo o reino de Calco, assim como em Plana, Acordo e Conti.

Poesias

Tempestade

Fechei os olhos, era tempestade, tarde
O medo só agora deixou-me abrir, cedo
Aqueles olhares antigos eram a rosa
Os de hoje são as benditas daninhas
Acende o fogo, chama, fumaça, se foi
Quis colher a rosa, murchou
A rosa é fumaça como os primeiros olhos
Uma vez falaram-me que daninha é praga
A praga continua no meu muro, bendita
A rosa, onde está a rosa, ela, bela e fugidia
A rosa mentiu e foi-se, maldita...
O que ficou foram os segundos olhos, seus
Meus lábios nos teus encontraram refúgio
Não, não é passageiro como a rosa, falsa beleza
É como a daninha, real, bendita e por que não...Bela.


Floresta dos Elfos

Eu cruzo a floresta dos elfos enquanto meu coração dispara
O céu está cinza, não há vento, o tempo parou de correr
Meu cavalo se enfurece, a besta está de volta para conquistar meu reino
O mar, as colinas, rios e lagos, chamam meu santo nome
Lute sua guerra santa, erga sua espada mágica e cavalgue
És o escolhido, encare o mal, filho do santo gelo
Poderoso guerreiro, pela lenda cavalga novamente
Das colinas ao mar dourado, por paz e amor
Minha terra tem de ser livre


Hino de Batalha

Pelo luar, nós cavalgamos, dez mil lado a lado
Com espadas erguidas ao alto nossos chicotes e armaduras brilham
Saudação a ti, nossa infantaria permanece valente do outro lado do túmulo
Todos juraram o voto eterno a hora de atacar é agora
Mate, mate, mate, mate, mate, mate
Se foram os dias quando a liberdade brilhou, agora sangue e aço se encontram com osso
Na luz do caminho da batalha, as areias do tempo irão dizer
O quanto orgulhosos nosso soldados permanecem com cetro e corrente em mãos
Som de carga em nossa cavalgada de glória, acima do topo de seu orgulho conquistado
Vitória, vitória, vitória, vitória, vitória, vitória


Elfo

A sombra que acoberta a floresta, chamando, pacífico silêncio,
acompanhado somente pela lua cheia, o uivo do lobo e a trilha
debaixo dos meus pés descalços.
Ouvindo música da floresta profunda
Canções como a sedução das sirenes
O povo élfico me chama:— Governante da Floresta
Abram os portões e me deixem seguir
a trilha que não foi desbravada”
O caminho para as terras”Como um herói eu caminho...
...Com as palavras grandiosas que Maudi me permite ouvir
Como um herói eu caminho...
...Pelas luz que a lua me concede
Como um herói eu caminho...
...Pelos sinuosos vales que o vento me leva
Como um herói eu caminho...


Águas de Tagmar

A força do vento nos faz navegar...
A força da esperança nos faz acreditar...
A força do alma nos faz...
...amar...
...viver...
...lutar...
e sonhar...
Sonhar com uma viagem na qual a espada busca a justiça,
e o elfo que caminha nas Lágrimas da Lua,
conta as histórias perdidas pelas infinitas águas de Tagmar